Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, FEIRA DE SANTANA, JARDIM CRUZEIRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Arte e cultura, Filosofia
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O estranho mundo de HOS


"Dia Internacional do Homem"

Vocês acham que é fácil ser homem?
Acaba de ser criado o Dia Internacional do Homem.
Algumas razões para a criação do Dia Internacional do Homem:

1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina? R: O prestativo homem!
2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio? R: O humilde homem!
3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo? R: O sincero homem!
4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora? R: O abnegado homem!
5) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa? R: O doce homem!
6) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha quentinha? R: O desprotegido homem!
7) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa? R: O valente homem!
8) Quem segura a cauda do rojão quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas? R: O incompreendido homem!
9) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos? R: O ágil homem!
10) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher? R: O dadivoso homem!
11) Quem jamais conta uma mentira? R: O ético homem!
12) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e cara cheia de cremes? R: O compreensivo homem!
13) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês? R: O calmo homem!
14) Quem está lendo isso às escondidas para poder dar boas risadas, já que se for surpreendido corre o risco de ser agarrado pelo pescoço? R: O indefeso homem!
E mais: A tortura de ter que usar terno no verão. Suplício de fazer a barba todo dia. O desespero de uma cueca apertada. Viver sob o permanente risco de ter que entrar numa briga. Pilotar a churrasqueira nos fins de semana enquanto todos se divertem. Ter sempre que resolver os problemas do carro. Ter a obrigação de ser um atleta sexual. Ter que notar a roupa nova dela. Ter que notar que ela mudou de perfume. Ter que notar que ela trocou a tintura do cabelo de Imédia 713 para 731 louro bege salmon plus up light forever. Ter que notar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja somente um centímetro. Ter que jamais reparar que ela tem um pouco de celulite. Ter que jamais dizer que ela engordou, mesmo que isto seja a pura verdade. Ter que conversar sobre aplicações, debêntures, dólares, commodities, marcos CDBs e RDBs, mesmo que o seu salário mal dê para chegar ao final do mês. Trabalhar pra cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha pra cacete!
Depois elas ainda acham que é fácil, só porque nós não menstruamos...
DEUS ABENÇOE O SANTO HOMEM !!!!


Escrito por Hos às 15h50
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Por que não da tempo para estudar

Humanamente é impossível arrumar um tempinho para estudar!

Veja o porquê:

O ano tem 365 dias
São 52 domingos (dia internacional do descanso)...
restam 313 dias p/estudo
O verão tem 50 dias (faz muito calor, ninguem
aguenta!) ... restam 263 dias
Temos que dormir pelo menos 8 horas por dia o que
totaliza 122 dias/ano...
restam 141 dias
Temos que ter 1hora por dia de lazer, o que
totaliza 15 dias/ano...
Restando assim 126 dias
Utilizamos 2 horas por dia para refeições - total: 30 dias ....
restando 96 dias p/estudo
Usamos pelo menos 1 hora/dia para falar com os amigos,
familiares...
total:15 dias/ano...
restando 81 dias.
35 dias estamos ocupados com as provas ... restando
46 dias
Temos 40 dias de férias e feriados (a praia e Caldas Novas nos
espera)...
restam 6 dias
Pelo menos 3 dias ao ano ficamos doente... restam 3
dias p/ estudo
Destes 3 dias... 2 usamos para sair, namorar...
resta: 1 dia !!!!
Mas.... nesse dia é seu aniversário... pô, ninguém
merece ficar estudando no dia do aniversário, né?

Escrito por Hos às 15h48
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10 Frases depois de comprar no feiraguai

1. Tomara que funcione quando chegar em casa.
2. O manual não explica como fazer isso.
3. Será que é 110 e 220?
4. Cadê cartão visita, anotada com a garantia de 30 dias do camelô?
5. Que cheirinho é esse?
6. Ele falou essa era a melhor marca que tinha.
7. Será que está na caixa, a outra pecinha?
8. Ouvi dizer que tem um cara aqui em feira que conserta isso.
9. Por que eu não comprei mais caro nas Americanas?
10. PQP!!!!!!!!


Escrito por Hos às 15h42
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Em fim formado

Se tiver ruim para ler:
Solenidade
Local Auditório Central da UEFS
DATA 05/07/2008
Horário 20:00


Escrito por Hos às 22h50
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A última escalada

PARTE II

A curiosidade acerca do que pensa alguém à beira da morte é praticamente inerente a quase todos os indivíduos, más, passar por essa experiência de forma consciente e até certo ponto voluntaria dava um gosto esquisito a tudo aquilo. De que valeria viver em um mundo tão injusto sem emprego mulher ou amigos verdadeiros com quem se pudesse cofiar um segredo? Quantas humilhações e angústias engolidas a seco. Tantos eram os motivos que para ele qualquer loucura seria justificável.

Dava o seu ultimo adeus a este mundo de desgraças, agora já parava para limpar o rosto com o lenço bordado pela sua avó pouco antes de partir deste mundo numa época ele não sabia o que realmente significava a palavra MORTE. Afinal de contas como poderia conceber a existência deste ente tão abstrato? Como poderia  existir uma coisa a qual o seu significado traz em si a idéia do fim da existência das coisas? Tal discussão filosófica não era tão incompatível à fértil imaginação de uma criança de oito anos de idade, embora fosse à maioria dos adultos. A lembrança de sua avó trazia a idéia de que talvez pudesse reencontrá-la em breve. Agora ele já não sabia realmente se queria morrer. Queria um basta, uma paz. Seria a morte a melhor maneira de resolver tudo? Em fim, estava sozinho como sempre esteve e isso era apenas uma das muitas coisas em que poderia pensar enquanto assistia às suas lembranças.

Está no terraço. Aproxima-se então da beirada, olha para baixo e vê pessoas, carros, movimentos frenéticos... O homem do cachorro quente, a mulher da cesta de flores a importunar os passantes pedindo para que levem para suas esposas e namoradas um dos seus desgrenhados arranjos. O triste violinista italiano com o seu chapéu cheio de moedas.

Aqueles minúsculos pontos lá embaixo irradiavam a sua existência dez andares acima, como conseguiam aquilo? Aquilo era o mundo que irradiava existência, irradiava a vida! Vida que estava presente em toda parte, até nas coisas inanimadas. A vida pulsava dentro dele, enchia os seus pulmões de ar, ele não podia desistir de tudo aquilo, havia um sentido para a sua existência, ele era uma parte daquele todo.

Estava tomado por uma euforia incontrolável, outro filme passava em sua mente, más, longe de imagens do passado este se voltava para o seu futuro, uma malha infinita de possibilidades. Desceria aquelas escadas fazendo o caminho inverso, iria voltar, um outro mundo o esperava com outros caminhos repletos de possibilidades. Uma arvore plantada, um filho, um livro. Tudo era possível porque pela primeira vez se sentia vivo de verdade. Pensamentos, sentimentos, segundos que pareciam uma eternidade, bastaria apenas descer não fosse a tontura e o vento forte que o desequilibrou.

       

 



Escrito por Hos às 14h02
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A ultima escalada

PARTE I

Sentindo um frio na barriga ele subia transpondo lenta e cansativamente cada lance de escadas. Estava em paz apesar de tudo e subia devagar aqueles degraus. Aquela calma e a tranqüilidade não impediam que o suor escorresse a jorros por suas têmporas. Não parou para descansar nem quando tirou do bolso o lenço que passou no rosto. Um homem quando decide fazer algo deve fazê-lo! Este implacável axioma contaminava todas as suas idéias desde os tempos imemoriais, tanto que garantira-lhe a segundo ele injusta fama de cabeça dura. O que “deveria ser feito”, nada mais é do que a expressão mais radical de uma noção de moral perfeita forjada por ele próprio. Em nada importava questionar a gênese deste postulado, verdadeiramente não era comum a ele recuar diante de uma decisão tomada. Assim fora durante toda a sua vida, e este era um momento onde as coisas não poderiam ser diferentes. Se era certo no que estava para fazer isso era um pensamento a ser evitado de qualquer maneira, o que importava era o que deveria ser feito. Não obstante a incerteza ressurgia a todo segundo como um insuportável zunido tentando induzi-lo a reavaliar tudo, a desistir. De qualquer forma deveria ir adiante acontecesse o que acontecesse, ainda que não fosse fácil, nunca se acovardara diante de nenhuma situação em toda a sua vida, agora não poderia ser diferente. Tinha que ser forte, deveria ter a força que se espera de um homem mesmo enquanto pratica um ato que para muitos significava fraqueza. Em alguns minutos chegaria ao topo do prédio em que trabalhava andaria em direção a beira e saltaria para o abismo.

Era tomado por certa nostalgia durante aquelas últimas horas, revisitava como espectador os momentos mais importantes da sua vida. Algumas lembranças eram nebulosas más a sua opacidade agora estava se dissolvendo revelando uma nitidez surpreendente. As´evelando uma nnpacidade se dissolvia agora uma revisitaç alegrias e tristezas fundiam-se em imagens, sons, cheiros e cores de um espetáculo magistral. Era o ator que assistia cenas de um filme que protagonizara, um filme no qual diretor e o roteirista pareciam contendores numa luta terrivelmente infindável.

Reluzentes e ao mesmo tempo obscuras eram aquelas lembranças. Uma criança correndo dos meninos que a perseguia, pés descalços, rosto machucado. Angustiada olhava para trás com a respiração ofegante. Estava a salvo agora. O quintal de sua casa que parecia enorme embora não fosse. A eterna mangueira magistral e imponente como se não houvesse tempestade no mundo capaz de derrubá-la, era o seu forte, o lugar preferido onde poderia ficar sozinho até o fim dos tempos ou quem sabe, o cair da tarde quando ouviria a voz rouca e cansada de sua avó a chamar o seu nome. Tais pensamentos faziam com que não percebesse o ambiente ao seu redor, estava agora a reproduzir movimentos mecânicos, andar, subir, andar...

O seu primeiro beijo, respiração ofegante coração acelerado, mãos trêmulas, lábios se tocando. Os cabelos longos açoitados pelo vento agradável das tardes de primavera enchiam de frescor a bela flor da juventude. Elísia, o anjo belo caído dos céus a quem o seu coração devotava os mais lindos versos. O cheiro de flores tomava conta de tudo, aos poucos o jardim se metamorfoseava em um velório, o caixão no centro da sala e o choro baixo de sua mãe produzia mais uma vez aquela sensação terrível.

Encadeavam-se os momentos tristes. Dava-se conta da veracidade daquele chavão o qual dizem os que chegam próximo da morte, sua vida realmente passava em flashes diante dos seus próprios olhos. Antigas lembranças as quais quase nem se lembrava adquiriam novamente cores vibrantes. Toda uma vida estava se materializando em um curto espaço de tempo, tempo e espaço. Infância: quatro lances de escada, ou seja: dois andares. Adolescência: seis laces, três andares. Era esta cinemática macabra que marcava o início e o fim da sua trajetória.



Escrito por Hos às 14h01
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O Meu altar virtual

Drus é a vida, a eterna mudança, o momento...
Drus é a vida, a eterna mudança, o momento...
Drus é a vida, a eterna mudança, o momento...



Escrito por Hos às 09h56
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Carta a um Maçom

Quem quiser pode ler.

http://www.angelfire.com/wizard/thelemiteforever/macom.html



Escrito por Hos às 19h44
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Se os tubarões fossem homens

por Bertolt Brecht


'Se os tubarões fossem homens', perguntou ao Sr. K. a filha da sua senhoria, 'eles seriam mais amáveis com os peixinhos?'


'Certamente', disse ele. 'Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias.


Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes.

Naturalmente, haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para as goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.


O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um dentre eles mostrasse tais tendências.


Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.


Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.


Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.


Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isto seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens'.



Escrito por Hos às 19h40
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Quanto tempo se passou... O tempo para mim que não corre,... se arrasta. É isso, nem tenho mais tempo para postar no Blog. Teria eu algo a dizer?

Tudo em mim é só um eco interminável e vazio. É sim!

Quem ainda teria interesse de Ler estas linhas? Haverá visitantes anônimos?

Não tenho respostas. Alguém tem?!

Não saio mais,... Estou dando aulas ou lecionando para falar de forma mais bonita. De uma coisa pelo menos não posso mais me queixar, não sou mais o “professor se cátedra” como dizia Schopenhauer nos seus momentos de angustia. Más, teria eu algo a ensinar? Se tenho, poderia começar a ensinar a mim mesmo.

Não, o que posso falar não me serve de lição.

Posso continuar a manter um Blog com posts não autorais, começarei hoje. Tem uns sites ótimos onde posso usar o Ctrl-C e Ctrl-v.

E Riachão? Deve estar bem, uma cidade bastante peculiar onde a vida passa enquanto a grama cresce.... se ao menos lá houvesse grama...

 



Escrito por Hos às 19h28
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Smeagal?

Alex ( O imberbe ) é um cara que entrou na vida adulta sem que houvesse o acompanhamento mental de tal evolução. Isso tem acarretado para as pessoas que o cercam, sérios problemas. Um exemplo claro disso é que, no auge de seus vinte e poucos anos, já na faculdade, ele ainda insiste em brincadeiras infantis do tempo do colegial. A mais recorrente é tentar botar apelido nos seus colegas.

Ultimamente eu estava saindo da aula de Formação Econômica do Brasil quando fui abordado pelos caras de economia que também pegam a matéria, que me chamavam de Smeagal.

Quando perguntei de que se tratava, eles disseram que fora Alex que estava espalhando que este era o meu apelido.

Não vejo muito problema em chamar as pessoas por apelidos, mas, Smeagal força um pouco. No entanto resolvi tirar a dúvida, só que ao apurar os fatos percebi que eu não pareço nem um pouco com Smeagal, já o Alex não sei se pode dizer o mesmo.

De todo modo abaixo temos as fotos das duas criaturas para uma possível comparação. Para mim não resta dúvidas, ou são irmãos ou se trata da mesma pessoa.

Digam o que vocês acham.



Escrito por Hos às 11h23
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Conto Parte 3 (Final)

A segunda opção parecia seria a mais sensata, afinal, o que seria o mal se não uma metamorfose sofrida pelo bem sob um ponto de vista diverso?! Mas, ao tentar transpor o segundo portão percebi que o mesmo se mantinha trancado ou talvez emperrado. Diante de tal impasse lembrei que havia deixado Deus esperando um telefonema meu, pensei então que agora seria oportuno um diálogo com ele, quando não resta opção Deus às vezes ajuda, ou pelo menos pensamos que sim.

Saco do bolso o celular, começo a digitar a minha data de nascimento, encosto o ouvido no fone e ouço uma voz sex que diz: "Os seus créditos são insuficientes para completar esta ligação...".

Droga o que vou fazer? Penso inconsolado.

Será que Deus aceitaria uma ligação a cobrar? Não custava nada arriscar, aquilo não seria nada perto do que naquele dia já arriscara e perdera.

Desconfiava que ele não fosse mesmo atender, principalmente por eu ter sido esnobe o bastante para deixá-lo esperando, pois em se tratando de quem era o mais comum era acontecer o contrário. Onde já se viu alguém deixar Deus em segundo plano?

A resposta para isso eu obteria em poucos segundos, porém surgia mais uma dúvida. Faria uma ligação a cobrar, local, ou longa distância? E se fosse a segunda opção, qual seria o código de área?

Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas, era este o horizonte que se estendia em minha frente. Buscando a calma recorri ao raciocínio lógico (Aristóteles nunca me deixou na mão), se não tinha o código de área, a única saída que me restava era ligação local, afinal, Deus está em todos os lugares, ou pelo menos é isso que pensamos.

Digitei 90 90, a minha data de nascimento e aguardei. Após algum tempo ouvi uma voz quase inaudível que dizia "estou muito ocupado e não posso atender no momento, deixe o seu recado após o bip". Ledo engano o meu, Deus não está em todos os lugares e pior ainda, mesmo ciente da sua não onipresença ele se quer possuía um celular cósmico ou algo parecido, sendo assim não me restava outra opção a não ser esperar.

A situação como na maioria das vezes se invertera, era eu agora quem estava a esperar uma chamada de Deus, como nunca fui de esperar, tentei o portão do bem, mas ele também não abria.

Teria que esperar, não havia mais nada que eu pudesse fazer, sair dali não seria lá grande idéia. No fundo eu sabia que onde me encontrava era mesmo o lugar onde todos nós temos que nos encontrar mais cedo ou mais tarde, fatalmente ali eu estava, pois a minha vez havia chegado, aguardaria ali dias, meses, talvez até anos. Monstros de metal estavam diante de mim, os portões já não pareciam tão belos, eu acordei!

Por Helivan Oliveira da Silva

06/07/2005



Escrito por Hos às 13h28
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Conto Parte 2

De repente o Papa tira de baixo das suas vestes um grande telefone vermelho e atende dizendo. - Alô! E em seguida sentencia. - É para você.

-Pra mim? Pergunto atordoado.

-Sim é para você. Repetia agora de forma mais enfática.

-É da parte de quem? Perguntei.

-Deus, respondeu com um sorriso sarcástico o sumo pontífice.

-Mande deixar o número que eu retorno quando puder, acabo de perder a minha alma. Respondi sem ao menos pensar nas palavras que acabava de proferir.

O papa que apoiava o telefone com o ombro, após transmitir o meu recado anotou algo num pedaço de papel e me passou em seguida. Quase sem conseguir conter a curiosidade eu tentava discretamente inclinar o meu corpo para ver o que estava sendo escrito, mas, quando pude ler o papel já estava sendo enviado para mim passando ainda pelas mãos de Karl Marx que parecia muito abatido com a derrota.

Vi então que era apenas um número. Espantei-me, no entanto, ao perceber que os algarismos eram na realidade a data do meu nascimento.

Guardei o papel pensando em jogá-lo fora na primeira oportunidade, não o fiz de imediato por consideração à presteza do papa. Decididamente não queria falar com Deus, ou pelo menos não naquele momento tão esdrúxulo, Minha prioridade verdadeiramente era arranjar um meio de sair da companhia daquelas pessoas e daquele macabro jogo, na ausência de uma boa justificativa disse:

-Senhores, já me dou por satisfeito. Já perdi o suficiente por hoje. Gostaria de retirar-me caso não haja nenhuma objeção por parte dos senhores é claro.

Os três jogadores entreolharam-se e sorriram sem dizer palavra alguma. Eu me senti muito mal com isso, como a criança que percebendo não ter a mínima chance de ganhar passa a mão no tabuleiro, porém não me restava alternativa.

-Já que não há nenhum impedimento vou retirar-me.

Comecei então a vagar pelo enorme salão sem saber ao certo para onde estava indo. O caminho ficava cada vez mais escuro conforme ia me afastando da mesa cuja única luz ali estava, andava apressado, pois, tinha ímpeto de correr.

Após muitos minutos ou horas, não sei bem precisar uma vez que ali o tempo parecia passar de forma diferente deparei-me com dois grandes portões. Estes de singulares belezas, completamente ornados de motivos florais. Causava-me grande estupefação a dureza e imponência do aço que ali se convertiam em leveza, magníficas curvas desenhavam lindos ramos e flores.

Em estado de profunda contemplação mapeava com os olhos cada detalhe daqueles magníficos portões. Através deles nada se podia ver, só a mesma escuridão com a qual estava já bem acostumado. Em um ornado que se erguia sobre cada um deles lia-se algo, a palavra "Bem" no primeiro e "Mal" no segundo portão. Embora Quisesse prosseguir não sabia ao certo qual portão escolher, na dúvida o "portão do bem" parecia a escolha mais óbvia. Ao me precipitar em sua direção ocorreu-me a seguinte questão: Pode alguém trilhar o caminho do bem sem possuir uma alma? Seguir adiante sem levar isso em conta poderia acarretar sérias complicações futuras, esse era o pensamento que me ocorria.

 

 

 

 



Escrito por Hos às 10h08
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Conto Parte 1

Um sonho

Muito estranho foi um sonho que tive numa noite dessas, as coisas que nele ocorreram oscilaram entre o absurdo e o inexplicável. Após muito refletir resolvi tentar sintetizar nas linhas que se seguem um relato o mais fiel possível, para que vocês possam ter uma noção do quanto esta fatídica noite me deixou perturbado.

***

*

Quando dei por mim, estava numa mesa jogando poker. Tinha como opositores nada mais nada menos que: Carol Wojtyla, Karl Marx e Friedrich Nietzsche.

Era realmente muito estranho, ainda mais estranho era talvez, o fato de que não jogávamos com cartas convencionais, más, com cartões de crédito. O jogo, porém, já havia começado há muito tempo, más apesar de estar lá eu não lembrava de como tinha ido parar ali.

Olhei para a minha mão e vi alguns IBs C&A, um Créd Card universitário e o Ourocard adicional do cartão do meu pai. Imaginei naquele momento que aquilo era as minhas cartas e pude ter certeza que estava realmente em maus bocados.

Sobre a mesa de apostas, entre algumas fichas coloridas podia-se ver: O livro "Assim Falou Zaratustra", Uma cédula de identidade sem foto e nome, uma nota de 1 milhão de dólares e um papel com algo escrito, reconheci ali a minha letra. Lembro de ter aproximado as vistas para poder ler a seguinte frase: "Eu aposto a minha alma".

Os meus olhos quase saltaram das órbitas, aquilo era mais que kafkiano, era loucura! Não obstante, sabia que várias jogadas já haviam se passado até então, o momento que me encontrava era a jogada decisiva. Nietzsche por sua vez dobrava a aposta. Pensei, será um blefe? Não, Nietzsche não era homem de mentir. Refletindo sobre as apostas podia-se deduzir que Marx apostara 1 milhão, o Papa a própria identidade, Nietzsche o seu Zaratustra e eu conforme acabara de constatar teria apostado a própria alma.

Mesmo pensando nos possíveis American Express fora do jogo arrisquei tudo, paguei pra ver, queria mesmo que aquele jogo terminasse ainda que eu tivesse certeza absoluta da derrota. Não posso esquecer o olhar de Marx para a nota de um milhão na hora de mostrar as cartas, ou melhor, cartões.

Os segundos de tensão duraram uma eternidade. Teria perdido a minha alma? E se perdesse quem a ganharia? Perdia-me em pensamentos estranhos. Era a hora da verdade! Pelo seu olhar, Karl Marx parecia ter pouca chance, o papa talvez em outras jogadas, mas, algo me dizia que naquele momento Nietzsche seria talvez o provável vencedor.

Uma pergunta me assaltava: O que seria feito de minha alma fosse ela ganha por quem quer que fosse? Pensava então na questão Tricotômica; o homem sendo formado de corpo alma e espírito, assim sendo, tendo perdido a alma restavam ainda os outros dois componentes uma vez que o contrato que firmara rezava apenas sobre a alma. Estava certo no meu raciocínio, na hipótese de derrota (o que era o mais provável) ainda me restaria o corpo e o espírito.

Não posso negar que esta constatação me alentava, a alma não é lá muito importante, afinal, num mundo como este, de que valeria ter alma? Como um desalmado eu poderia muito bem vagar pelo mundo com o corpo e o espírito, em certas circunstâncias é só mesmo o espírito que vale.

Concluía que era realmente necessário despojar-me da alma e já podia vislumbrar compreender a razão de estar naquela mesa de apostas, entrara no jogo para perder, assim como todos os outros, assim como todo o mundo.

Enquanto levava a cabo estas últimas conjecturas, Nietzsche mostrava as suas cartas, era um Royal Street Flash de coloridos American Express e Patinus. Com uma jogada dessas nas mãos aposta-se até a própria mãe. Vitória total e plena, o que a esta altura já não me causava surpresa.

Sem alma eu poderia considerar-me um espírito livre? Não tinha esta resposta, a única certeza era que a intuição que me conduzira até então estava certa desde o primeiro momento. O fato, porém, era que a partir daquele momento eu não mais possuía alma, pensava em mim e na situação dos outros jogadores enquanto fitava o ganhador que se mantinha estático, sem nenhum esboço de sentimento. O tempo passava, gotas do suor escorriam sobre o meu rosto quando subitamente ouve-se um barulho, barulho este que se assemelhava muito à campainha de um telefone.

 

 

 



Escrito por Hos às 18h18
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Estou a venda

Este mundo desgraçado está cada dia pior, maldito seja quem me ofereceu a escolha se é que algum dia de fato ela existiu.

Para o inferno a pílula vermelha, a Matrix ainda é melhor.

Felizes são os homens que desconhecem o significado strito do termo Classe...

Maldito seja Marx. Bendito os fracos, os fúteis “Oh como este mundo tarda de acabar.”( Aura, Fuentes c.)

Como certa vez disse- me Paulo citando sei lá quem “a verdade é o mais caustico dos venenos”, são felizes os homens que crêem no reino dos céus, feliz é o rebanho. Todo esse tempo eles estavam certos, não me importo, estou a venda.

Podem me vender...Qum da mais? Vendido e vencido talvez eu possa valer algo.



Escrito por Hos às 17h46
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